Fogo amigo.

Deputado Estadual Fernando Coruja (PMDB), partido aliado da base do Governador e que na condição de suplente assumiu na Assembléia, voltou da tribuna, mais uma vez, a criticar o Governo do conterrâneo Raimundo Colombo. Coruja alega que o Fundam II, vai trazer prejuízos financeiros futuros ao Estado e que seria um programa eleitoreiro.                                                                                                             A secretaria da Fazenda prontamente respondeu a acusação:  Santa Catarina tem um dos menores comprometimentos da receita com dívida: 39,68%. O limite determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 200%. Captar recursos, contraindo dívidas por meio de empréstimos, é uma prática comum às gestões públicas, não apenas no Brasil. O que precisa ser levado em conta nesse debate é a capacidade de pagamento do governo ao contrair dívidas. A dívida está longe de ser a maior preocupação do Governo. O maior problema continua sendo a previdência, seguido da folha de pessoal. No caso de SC, os números mostram que a gestão da dívida tem sido feita de forma responsável e sustentável: em 2011, quando o Raimundo Colombo assumiu o governo, o estoque da dívida de SC era de R$ 11,8 bilhões. De janeiro de 2011 a julho de 2017, o Estado contraiu mais R$ 8,4 milhões em novos empréstimos. No entanto, nesse mesmo período foram pagos R$ 12,1 bilhões em dívidas, mostrando a capacidade do Governo em honrar com seus compromissos. 

O novo endividamento, aprovado pela Alesc, mas ainda não foi contratado, prevê R$ 700 milhões para o Fundam 2 e R$ 800 milhões para obras diversas de infraestrutura. Vale lembrar que o Governo de SC foi protagonista de uma renegociação das dívidas dos Estados com a União em 2016 e, por conta disso, o Estado já deixou de repassar mais de R$ 1 bilhão para a União.

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