A nova investida do Luiz Henrique. (By Roberto Azevedo)

Perdeu-se a conta, mas já são mais de 10 as configurações que o senador Luiz Henrique (PMDB) tem dado à aliança em torno de Raimundo Colombo, realimentada agora pelo retorno ao texto original, proferido desde o ano passado, quando o peemedebista bradava que o PT deveria ter a vaga ao Senado. Luiz Henrique perde-se em suas próprias estratégias e comete o maior dos deslizes, assume uma postura de protagonista na composição da chapa majoritária que, na realidade, cabe a Colombo, este, sim, o legítimo líder do processo, que pode exercer o poder de veto e fazer os convites oficiais. No popular, empurra noivas ao governador, mas não o inclui nas conversas, digno de um folhetim de casamento arranjado.

Mas Colombo erra, também, ao dar a Luiz Henrique a margem para estas manobras. Abdicar do comando do processo de sua própria reeleição faz com que, a cada segundo, surjam intrigas e inconstâncias. Nem sequer o PMDB sabe o que o seu líder fará amanhã, muito menos a diferença do que é uma animosidade histórica com o PP ou um rompante de Luiz Henrique, empenhado em não ter o adversário próximo, tal e qual o desejo do maior rival político, o ex-governador e atual deputado federal pepista Esperidião Amin.

O encontro com Cláudio Vignatti, presidente estadual do PT, na tarde de ontem, no gabinete em Brasília, dá contornos mais dramáticos aos passos de Luiz Henrique. Ao propor, mais uma vez, que o PT deva estar com Colombo e compor na vaga ao Senado, o ex-governador peemedebista ignora a incompatibilidade do partido de Vignatti com os pessedistas e a negativa do governador, tão legítima quanto à intolerância de Luiz Henrique ao PP, em ter os filiados à sigla de Dilma Rousseff ao seu lado, apesar do compromisso em apoiá-la à Presidência.

Se parecem palavras duras, qual o peemedebista admitiria que nos dois governos do próprio Luiz Henrique ou na montagem das chapas de Pedro Ivo Campos ou Paulo Afonso Vieira, fosse um dos aliados, de outro partido, que por mais graduado que seja tomasse as rédeas da construção da chapa majoritária? O mesmo vale para o PSD, de Gelson Merisio, pois se for uma estratégia de Colombo deixar o gado crescer no pasto, no mais puro estilo lageano de construir na política, enquanto cada aliado se engalfinha nas vizinhanças, este tempo já passou. Ou Colombo encontra rápido uma invernada para concentrar suas cabeças ou perde o rebanho, pois boa parte do PMDB não aceita marca no couro e torce para criar confusão com uma candidatura própria, capitaneada por Luiz Henrique.

 

Para contar

Vamos contabilizar as idas e vindas de Luiz Henrique. Já quis o PT ao Senado, na nova tríplice, arranjaria até um espaço para o PP de suplente quando se materializou o pré-apoio de 17 de dezembro e o desejo do PSD de ter a sigla ao lado; depois acenou com um senador do PSB para ver os pepistas longe; nunca defendeu a vaga ao Senado ao PMDB, o que irrita os peemedebistas.

Na vice-governança, Luiz Henrique também já fez vários ensaios: defendeu o deputado Mauro Mariani, o senador Casildo Maldaner, o deputado estadual Valdir Cobalchini, e jamais manifestou apoio à continuidade do presidente do PMDB, o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira.

 

LETÍCIA SCHLINDWEIN/DIVULGAÇÃO/ND

O jornalista Roberto Azevedo, mantém um blog, e é também comentarista político da RIC/Record. Publicado hoje.

 

 

 

 

Publicado em Política por admin. Marque Link Permanente.

Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

1 pensou em “A nova investida do Luiz Henrique. (By Roberto Azevedo)

  1. Bater chapa, isso mesmo; LHS é o rei?

    Vai lá JRC com o Amin de vice e bate chapa com os pelegos.

    Manda PT e Dilma para aquele lugar e fecha com PSDB e Áecio com o Pavan ao Senado.

    Briga boa!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.