A polêmica da SAMT.

A volta do cartão de papel para estacionamento no centro da cidade, suscitou um debate entre algumas pessoas. Débora Bombílio em sua coluna diária no jornal CL, com muita serenidade postou o seguinte: “

Nem sempre a tecnologia é o melhor caminho”. Foi essa a frase que iniciou o release que explicava o retorno do antigo “esquema” de bloquinhos da Área Azul de estacionamento público e rotativo de nossa Lages. Ao ler o palavrório todo, entende-se que a tecnologia não foi o melhor caminho porque reduziu a arrecadação. E lá vai a população que já paga impostos, IPTU, taxa de lixos e etc e etc, comprar bloquinhos. Segundo a presidente do Samt, Rosa Abou Hatem, a Área Azul é hoje “o único” recurso que a Samt tem para manter seus projetos. E ela conclui a sua fala, pedindo compreensão e apoio da população para retomar os programas sociais. Sabemos da importância de programas sociais. 

Mas, sabemos também que essa responsabilidade não é “unicamente” da população. E sobre a palavra “Compreensão”, é tudo o que a população sempre teve. Tanto que até poderíamos mudar aquela velha frase popular para: “A compreensão é a última que morre!” É… Talvez esse seja o problema.”                                                                                                Já a jornalista Olivete, do mesmo jornal local, o CL, postou o seguinte: “É só uma questão de meses para a Samt perder a gerência da área. O equipamento é fornecido por uma empresa. O sistema tem um custo. Para continuar com ele a Samt precisaria fazer investimentos. Como vai perder a concessão não tem sentido investir, o dinheiro que, aliás, nem tem, pois está com dívidas, inclusive para o pagamento das pessoas que tiveram de ser mandadas embora em função do Marco Regulatório sem indenização. Então, voltar com o bloco não é uma opção, mas uma necessidade”.                                                                                  Ou seja: se a SAMT vive do que arrecada, através das multas, e não vai nem mesmo participar da licitação junto à prefeitura para continuar a efetuar a fiscalização e cobrar, deve fechar suas portas. O que chama a atenção é que a SAMT e Prefeitura, sempre caminharam juntas, com praticamente a gestão municipal gerenciando a SAMT., inclusive na administração passada. Acontece que recentemente a SAMT elegeu uma nova diretoria e toda ela é composta por ex-membros comissionados da gestão municipal anterior (Elizeu Mattos). Ou seja, vai ser difícil acontecer um entendimento entre SAMT e Prefeitura Municipal. Quem arquitetou a eleição da SAMT, deveria ter pensado na continuidade da Associação e não na composição política, ou como diz o ditado “quem pariu Mateus, que o embale”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.