Candidatos oi

Como o pleito eleitoral deve ser mesmo mantido em 2020, embora a data de 4 de outubro possa ser postergada, teremos no mínimo quatro candidaturas a prefeito em Lages, embora alguns torçam para que apenas duas chapas sejam apresentadas.                                                                                                                                    O empresário Dilmar Monarim reagiu às colocações de um blog local que torce para duas chapas apenas. Monarim afirma em nota que é pré candidato a prefeito e não vai desisitir, apenas está respeitando o tempo de covid-19 e suas implicações.                                                                                                                                         Professor Cleimom Dias, do PT também é outro que mantém sua candidatura, mantendo a mesma postura de esperar o período covid-19.                                      Como Lucas Neves do partido do governador o PSL, já declarou que é candidato e está em campanha nos bairrros, e Antonio Ceron do PSD que também só fala em política pós covid-19 mas deve ser candidato a reeleição, o quadro estaria pintado com 4 candidaturas, podendo chegar a cinco se o PSOL lançcar candidato, para desespero de alguns.

Vereador ataca vereadora

“A Aida falar e um cachorro latir é a mesma coisa” . Vereador Lucas Neves (PSL) ao se referir a vereadora Aida do (PSD), na sessão virtual da Câmara, sem saber que a sessão já tinha iniciado e o microfone ligado. Causou espanto nos seus pares e uma reação indignada da vereadora. Várias entidades de proteção as mulheres já manifestaram notas de repúdio a fala do vereador .

Caiu o articulador

A saída de Douglas Borba da Casa Civil implodiu toda a articulação política do governo Carlos Moisés. Por incrível que pareça, esse é um dado positivo para o Centro Administrativo, considerando que praticamente não havia mais articulação. Já na terça-feira, o novo secretário Amandio João da Silva bateu ponto na Assembleia Legislativa. Moisés almoçou com o presidente do parlamento estadual, Júlio Garcia – uma conversa que abriu portas. A política começa a ser feita.

Pedidos de impeachment

Do jornalista Upiara Boachi no Diário catarinense.

O governador Carlos Moisés (PSL) passou a semana na tarefa de reconstruir sua base política para varrer do cenário os fantasmas de um processo de impeachment. Tem um ponto a seu favor: os adversários são maioria, mas não apresentam unidade de pensamento sobre o que fazer.

Moisés convive agora com mais dois pedidos de impeachment apresentados no início da semana por parlamentares de oposição. Maurício Eskulardk (PL), ex-líder do governo, havia prometido apresentar o seu com base na polêmica compra de 200 respiradores de UTI por R$ 33 milhões – objeto de uma CPI na própria Assembleia e da rumorosa Operação O2, que reuniu Polícia Civil, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas. Na última hora, decidiu somar sua argumentação à da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL), enfraquecendo a denúncia com narrativas bolsonaristas.

A peça apresentada pela dupla acabou mais centrada nas posições divergentes de Moisés em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do que no caso dos respiradores. O texto acusa o governador até de “tentar mudar a forma de governo” “para uma espécie de República dos Estados do Sul”. Uma denúncia até divertida, com aquele estilo de teoria da conspiração à la Ernesto Araújo – citado no texto junto com Eduardo Bolsonaro como desafeto do embaixador da China. Sim, até o embaixador da China entrou na história. Outro ponto curioso é que há um trecho específico para garantir que a vice-governadora Daniela Reinher (PSL) não teve qualquer participação nos pontos que motivam o pedido – com elogios a sua atuação. Interessa ao grupo que Daniela assuma.

O outro pedido de impeachment veio de Ivan Naatz (PL), líder da oposição, e é inteiramente baseado na velha denúncia de que Moisés cometeu crime de responsabilidade ao equiparar salários de procuradores do Estado com os da Assembleia – semelhante a outro pedido arquivado pelo presidente Júlio Garcia no início do ano. O tema volta fortalecido por dois motivos: o julgamento do TCE considerando que houve irregularidade e a ideia corrente em alguns meios políticos de que se é para passar pelo trauma de um impeachment, que caiam Moisés e Daniela para forçar novas eleições no Estado. A pandemia? A pandemia que aguente, a política tem pressa.

Complicou geral

A suspeita de irregularidades na compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo do Estado teve reações na Assembleia Legislativa de SC (Alesc). Nessa quarta, os parlamentares aprovaram um pedido de afastamento do secretário de Saúde, Helton Zeferino, e a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

Após ação do legislativo, a Justiça determinou o bloqueio deste valor da conta da empresa Veigamed Material Médico, que foi paga antecipadamente pelo Governo catarinense. Para os deputados ouvidos pela CBN Diário, embora a investigação seja necessária, o desafio é manter o foco no combate ao coronavírus.                                                      As suspeitas na compra dos respiradores vieram à tona na terça-feira (28), após reportagem do site The Intercept Brasil.

A determinação da Justiça para o bloqueio de R$ 33 milhões da conta da empresa Veigamed Material Médico, contratada entrega de 200 respiradores ocorre após uma ação popular aberta pelo deputado Bruno Souza (Novo).

– Quando soubemos e tivemos acesso à denúncia, fomos atrás pra confirmar se tudo era verdadeiro e pra nossa surpresa sim, é verdadeiro. Por isso, pedimos o bloqueio (da conta) em uma ação popular, porque ficou claro ali que o Estado provavelmente não vai receber os respiradores – afirmou.

O estilo Moisés

Jornalista Moacir Pereira em sua coluna no DC. Li ,gosteie repasso:

O coronel Carlos Moisés da Silva inscreveu-se no PSL em 2018 no prazo fatal da lei eleitoral. Surfou na onda Bolsonaro, promoveu a façanha de excluir o MDB da disputa estadual, foi para o segundo turno com Gelson Merisio e conquistou o governo pelo poder do 17.

Com ficha limpa, currículo exemplar e a simpática imagem dos bombeiros, virou a esperança de mudanças na vida pública do Estado. Por excesso de timidez, desconhecimento da realidade catarinense ou deslumbramento, logo isolou-se na Casa d’Agronômica.

Antes de assumir, revelou uma equivocada tese. Na primeira conversa com Raimundo Colombo (PSD), entre a eleição e a posse, revelou a decepção com o presidente da República, que não o convidara para indicar ninguém no ministério. Moisés julga-se credor da extraordinária vitória de Bolsonaro em Santa Catarina, quando sabe-se que foi o tsunami Bolsonaro/17/PSL que garantiu a eleição dele.

Um ano e dois meses depois Moisés está no outro lado do Palácio, é tachado de melancia por abandonar a direita e os deputados do PSL para priorizar aspirações da esquerda, e distanciou-se do governo federal. Os prejuízos políticos desta estratégia serão conhecidos nas eleições de 2020 e 2022.

A avaliar, sobretudo, as perdas de Santa Catarina sobre a inusitada atuação política de isolamento. Não prestigiou a aula magna do vice-presidente Hamilton Mourão na Fiesc em 2019 e enviou a vice para representá-lo. Fechou as portas do Palácio do Planalto. Sem interlocução em Brasília, com Bolsonaro querendo distância de Moisés, ninguém sabe como Santa Catarina vai canalizar recursos federais para atacar os problemas sociais e de infraestrutura.