Ainda o impeachment

Da deputada estadual Ana Campagnolo (PSL), sobre o pedido de impeachment do Governador do PSL:    ” Não é uma tese absurda. O pedido tem fundamento e o Defensor Público Dr. Ralf Zimmer (autor do pedido) tem uma reputação consolidada no meio jurídico catarinense. Por mais que eu não concorde com muitos de seus posicionamentos ideológicos, creio que deva ter se valido de seus reconhecidos atributos técnicos na escrita das 135 páginas do processo, e isso diz muito: é mais um cidadão proeminente a perceber, que por uma razão ou outra, Moisés precisa ser chutado para fora do governo. E, certamente, esse não será o primeiro nem o último a considerar um impedimento necessário contra o maior promotor de baladas agronômicas do Estado.”

Pedido de impeachment

 O pedido de impeachment do Governador Moisés apresentado pelo defensor público Ralf Zimmer tenta dar contornos políticos dramáticos ao velho esporte da elite do funcionalismo público: olhar o contracheque alheio em busca de possíveis equiparações. Zimmer – que apresentou o pedido de impeachment na condição de cidadão , embasa o pedido no controverso aumento salarial que equiparou o salário dos procuradores do Estado aos dos desembargadores, na casa dos R$ 35 mil.                                                                                                                                    A concessão do aumento – cerca de 5 mil a mais no contracheque  a toda a categoria e não apenas aos beneficiados pela ação no TJ-SC é o crime de responsabilidade apontado por Ralf Zimmer para cassar o governador.                                         Se Moisés enfrentasse uma crise de popularidade e a perda total da base de apoio parlamentar, o pedido de impeachment poderia ter alguma consequência ,  mas não por si só. Não há nas ruas um clima de rejeição ao governador. A base parlamentar não é das mais robustas, mas existe. Portanto dificilmente o pedido prospera na Assembléia.

MDB mais uma

Deu na coluna do Moacir hoje no DC:

Carente de lideranças estaduais que marcaram sua projeção e seu prestígio político e eleitoral nas últimas décadas, o MDB de Santa Catarina acaba de sofrer um novo revés com a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ-SC), condenando o deputado Romildo Titon a 10 anos de prisão, acusado de corrupção passiva na Operação Fundo do Poço.

O partido já se ressente de lideranças municipais importantes, que cancelaram filiação nos últimos meses no Estado. Está se revelando o maior apoiador do governo Carlos Moisés da Silva na Assembleia Legislativa e já se considera pacífico que o novo líder governista será o deputado Luiz Fernando Vampiro, líder do MDB no legislativo.

A situação do deputado Romildo Titon reflete diretamente no MDB por sua destacada atuação na Assembleia Legislativa. Foi presidente do Poder, afastado por determinação da Justiça exatamente pelas acusações sobre a Operação Fundo do Poço e, atualmente, é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do parlamento.

No mesmo julgamento, o empresário Luciano Dal Pizzol, proprietário de Águas Poços Artesianos, foi condenado a 17 anos de reclusão. Da decisão cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça.

Colombo responde

Ex- governador Raimundo Colombo reagiu com indignação ao relatório apresentado nesta segunda-feira (2) pelo deputado Bruno Souza (Novo) na CPI da Ponte Hercílio Luz. Ele está na lista de 26 políticos, funcionários públicos, empresários e advogados denunciados na investigação.

Colombo disse que quem assinava o aditivo era o Deinfra. Mas se passasse por mim eu assinaria — complementou.

Relatório final da CPI traz 26 pessoas como indiciadas e R$ 684 milhões em gastos

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Contrato do Estado com consórcio domina depoimento de Colombo

O governador explica que o contrato não foi rompido imediatamente com o Consórcio Monumento pois precisava de segurança jurídica para fazê-lo:

— E não cancelei com a empresa na hora porque consultamos a Procuradoria do Estado, precisávamos de todo o procedimento jurídico. Cancelar o contrato e judicializar é justamento o que a empresa queria. Mas nós nos preparamos. Não havia planilhas. Documentamos tudo, demos prazos, notificamos os atrasos. Todas as questões tinham prazo de 90 dias, isso leva tempo. Precisávamos de tudo documentado para ter segurança jurídica. Nós ganhamos todas as ações na justiça. Isso é de uma maldade impressionante. É um procedimento criminoso. Claro que não vai passar na Comissão, acho que não passa na Alesc.

Colombo acrescenta que a empresa foi excluída das obras da Penitenciária de Itajaí, da estrada do aeroporto e do aeroporto de Florianópolis. Não é multar que resolve. É tirar a empresa que não presta para fora.

A votação do relatório final feita pelo colegiado da comissão foi marcada para o próximo dia 10, às 14:00.

 

Poder feminino

Deu no Moacir/DC.

A deputada federal Geovânia de Sá foi eleita presidente estadual do PSDB durante reunião do Diretório Regional realizada na Capital. Ela exercia interinamente a presidência desde o falecimento do ex-deputado federal Marco Tebaldi.

Geovânia tem base eleitoral na região de Criciúma.  Atualmente, é 2ª vice-presidente da Câmara Federal.

A reunião do Diretório tucano foi marcada pela ausência da maioria das lideranças.  Dos 36 prefeitos, apenas 11 compareceram.  O ex-presidente do Diretório Regional, deputado estadual Marcos Vieira, não participou do encontro, alegando que tinha agenda em vários municípios do oeste catarinense. 

O Diretório Estadual é integrado por 105 titulares e 35 suplentes, o que totaliza 140 membros. Estiveram presentes, contudo, apenas 54 de seus membros titulares.

De Governador para Governador

Respondendo ao representante do Governador, o presidente da Junta Comercial, Juliano Chiodelli que ao falar momentos antes e ter tocado na dívida da saúde, o ex-governador Raimundo Colombo falou: ” eu espero que também concluam o hospital Tereza Ramos, esta não é uma obra do partido b ou partido a. O lageano não aceita ser perseguido nem enrolado. Esta obra tem de ser entregue para cuidar da saúde do nosso povo, e este dever precisa ser cobrado. A partir daí nosso reconhecimento e nosso aplauso”. Tudo isto na entrega da revitalização do calçadão que começou na gestão Colombo/Renatinho, concluída pelo prefeito Ceron.

Quem fica e quem sai do PSL

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de sair do PSL para fundar um novo partido, que terá o nome de “Aliança pelo Brasil”, provoca mudanças também na política de Santa Catarina. A divisão que vinha tomando conta da sigla nos últimos meses foi sacramentada na reunião  em Brasília, em que Bolsonaro anunciou a deputados federais do partido a saída da legenda pelo qual se elegeu presidente.

Em Santa Catarina, dos quatro deputados federais do PSL, pelo menos dois já confirmaram a intenção de seguir o presidente para o novo partido: Daniel Freitas e Coronel Armando.  Já Caroline de Toni  informa que ainda não há uma resposta sobre essa decisão, mas afirmou que estará apoiando o governo “onde quer que o presidente esteja”.

 O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) já havia antecipado na semana passada, que permaneceria na legenda mesmo com uma eventual saída do presidente.

O governador voltou a reforçar a intenção de se manter no partido. “O governador permanece no PSL. Ele nunca foi filiado a outro partido, e pretende manter o compromisso da filiação”, informou nota enviada pela assessoria.                                                                                                                                              Entre os deputados estaduais, o PSL também deve perder a maioria das cadeiras conquistadas na eleição do ano passado. Dos seis parlamentares da Assembleia Legislativa , pelo menos quatro já sinalizaram a intenção de deixar o partido para seguir os passos do presidente Bolsonaro.

Quem sai e quem fica

Deu no Cacau:

A vice-governadora, Daniela Reinehr, afirmou neste fim de semana, em Criciúma, onde acompanhou a visita do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vai acompanhar o presidente Jair Bolsonaro quando ele deixar o PSL e ingressar em um novo partido.

Como o governador Carlos Moisés já disse que não sai do PSL, partido pelo qual se elegeu, está aberto claramente um rompimento com sua vice.                                          E em Lages ? Quem sai e quem fica ?(Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)