Deu no portal GLOBO.

Inquérito com resultado de 8 meses de investigação foi entregue ao TJSC.
Gaeco investigou fraudes em licitações e pagamentos de propinas.

Dois empresários presos durante a operação Águas Limpas, deflagrada em Lages, na Serra catarinense, no dia 12 de novembro, devem responder o processo em liberdade. Eles são suspeitos de participar de um esquema de fraudes em licitações e pagamentos de propinas em contratos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Lages concluiu o inquérito após oito meses de investigações. O promotor responsável pelo caso, Joel Rogério Furtado Júnior, veio à Florianópolis nesta quinta-feira (27) entregar o inquérito ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que deve avaliar o caso.

O esquema criminoso operava na Secretaria Municipal de Águas e Saneamento de Lages (Semasa). Segundo as denúncias, empresários pagavam propinas a servidores públicos municipais para ter os seus interesses atendidos por meio do direcionamento de editais licitatórios.

De acordo com o promotor Joel Furtado, os dois empresários, um motorista da prefeitura e o secretário da Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa) são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção. Os quatro presos foram encaminhados para o Presídio de Lages. De acordo com a RBS TV, com a determinação da Justiça, os dois empresários foram liberados, mas o ex-secretário e o ex-motorista continuam detidos.

Os empresários são ligados a uma empresa que presta serviços para a Semasa, há pelo menos dois anos, segundo a RBS TV. Conforme a reportagem, o contrato foi assinado em caráter emergencial, sem licitação. De acordo com o Gaeco, o esquema mantinha a empresa nesta condição mediante o pagamento de propina.

Águas Limpas
O inquérito, que resultou na operação deflagrada em 12 de novembro, teve oito meses de investigação. Ele possui mais de mil páginas e aponta inúmeras irregularidades. De acordo com a RBS TV, além do pagamento de propina para a manutenção em caráter emergencial de uma empresa que prestava serviço para a prefeitura, há indícios de superfaturamento em compras de equipamentos.

Os dois empresários, que irão responder em liberdade, foram flagrados com uma mala que tinha R$ 165 mil em dinheiro. Com eles, estava o então motorista do prefeito de Lages, que também foi detido. Na mesma noite, em que foi deflagrada a operação, o ex-secretário da Semasa foi o quarto detido.                                                                                                        Ainda segundo informações da RBS TV, além dos dois empresários, do secretário e do motorista, o prefeito de Lages, Elizeu Matos, é apontado como um dos beneficiados pelo esquema de corrupção. Segundo a RBS TV, ele está em Brasília nesta quinta, mas informou que foi voluntariamente à sede do Gaeco prestar esclarecimentos e que está tranquilo em relação ao caso.

No dia 13 de novembro, Matos disse que não conhecia nenhum esquema de corrupção envolvendo funcionários municipais. “Eu não tenho envolvimento algum com coisa alguma”, afirmou.

Na manhã seguinte

Foto Barbara Lino/RBS TV

Foto Barbara Lino/RBS TV

à ‘Aguas Limpas’ – 13 de novembro -, o Gaeco deu continuidade à operação com o cumprimento de um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a operação teve desdobramentos em Curitiba (PR), na matriz da empresa responsável pelos serviços de operação e manutenção dos sistemas de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e comercial da cidade de Lages e do Distrito de Santa Terezinha do Salto

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Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

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