Matando saudades.

Publicitário Marcos  Lenzi, escreve artigo na última edição do jornal O Momento, falando um pouco do falecido Morô. Vendedor de rifas e torcedor fanático do Vasco, que morava com uma família no bairro São Carlos, próximo do parque do Conta Dinheiro. Cheguei a entrevistá-lo uma vez na Tele-câmara. Chegou no primeiro dia com a camisa do Vasco meio suja e sem fazer a barba. Pedi que retornasse no outro dia, e ele voltou de banho tomado e com a camisa perfumada. A entrevista não ficou muito boa porque ele ficou meio nervoso e gaguejava principalmente quando se referia ao Eurico Miranda,   mas valeu pelo registro histórico. Alguns falavam que sua rifa nunca corria, mas eu fui sorteado e recebi uma cesta de natal, que me foi entregue pela Vera Regianini, que era uma espécie de anjo da guarda do Morô. Fiquei com vergonha de buscar na lotérica achando que era pegadinha, mas confirmo que recebi. Uma vez por semana ele almoçava na casa do meu vizinho, o Zebu, que era chamado pelo Morô de Zibi para evitar qualquer rima mais pesada. De “seje burro” ele não tinha nada. Falecido uns tempos atrás, Morô deixa saudades na turma do café.Moro

 

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Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

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