Vereador ataca vereadora

“A Aida falar e um cachorro latir é a mesma coisa” . Vereador Lucas Neves (PSL) ao se referir a vereadora Aida do (PSD), na sessão virtual da Câmara, sem saber que a sessão já tinha iniciado e o microfone ligado. Causou espanto nos seus pares e uma reação indignada da vereadora. Várias entidades de proteção as mulheres já manifestaram notas de repúdio a fala do vereador .

Caiu o articulador

A saída de Douglas Borba da Casa Civil implodiu toda a articulação política do governo Carlos Moisés. Por incrível que pareça, esse é um dado positivo para o Centro Administrativo, considerando que praticamente não havia mais articulação. Já na terça-feira, o novo secretário Amandio João da Silva bateu ponto na Assembleia Legislativa. Moisés almoçou com o presidente do parlamento estadual, Júlio Garcia – uma conversa que abriu portas. A política começa a ser feita.

Pedidos de impeachment

Do jornalista Upiara Boachi no Diário catarinense.

O governador Carlos Moisés (PSL) passou a semana na tarefa de reconstruir sua base política para varrer do cenário os fantasmas de um processo de impeachment. Tem um ponto a seu favor: os adversários são maioria, mas não apresentam unidade de pensamento sobre o que fazer.

Moisés convive agora com mais dois pedidos de impeachment apresentados no início da semana por parlamentares de oposição. Maurício Eskulardk (PL), ex-líder do governo, havia prometido apresentar o seu com base na polêmica compra de 200 respiradores de UTI por R$ 33 milhões – objeto de uma CPI na própria Assembleia e da rumorosa Operação O2, que reuniu Polícia Civil, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas. Na última hora, decidiu somar sua argumentação à da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL), enfraquecendo a denúncia com narrativas bolsonaristas.

A peça apresentada pela dupla acabou mais centrada nas posições divergentes de Moisés em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do que no caso dos respiradores. O texto acusa o governador até de “tentar mudar a forma de governo” “para uma espécie de República dos Estados do Sul”. Uma denúncia até divertida, com aquele estilo de teoria da conspiração à la Ernesto Araújo – citado no texto junto com Eduardo Bolsonaro como desafeto do embaixador da China. Sim, até o embaixador da China entrou na história. Outro ponto curioso é que há um trecho específico para garantir que a vice-governadora Daniela Reinher (PSL) não teve qualquer participação nos pontos que motivam o pedido – com elogios a sua atuação. Interessa ao grupo que Daniela assuma.

O outro pedido de impeachment veio de Ivan Naatz (PL), líder da oposição, e é inteiramente baseado na velha denúncia de que Moisés cometeu crime de responsabilidade ao equiparar salários de procuradores do Estado com os da Assembleia – semelhante a outro pedido arquivado pelo presidente Júlio Garcia no início do ano. O tema volta fortalecido por dois motivos: o julgamento do TCE considerando que houve irregularidade e a ideia corrente em alguns meios políticos de que se é para passar pelo trauma de um impeachment, que caiam Moisés e Daniela para forçar novas eleições no Estado. A pandemia? A pandemia que aguente, a política tem pressa.

Onde canta o sabiá

Depois de 55 anos, o comunicador Servilho Ferreira pediu demissão  da Rádio Clube de Lages. Por décadas fazia o programa “Onde Canta o Sabiá”.

Mais antigo hoje na rádio , só mesmo o Maneca – Manuel Corrêa que continua sendo a relíquia da Rádio Clube.

Servilho é natural do interior de São Paulo e veio para Lages para jogar no Internacional e por aqui se casou e acabou ficando. Desde esta época passou a trabalhar na Clube.