Quanto mais alto melhor ( ou pior ?)

camboriu

O blog Cidades sem Fronteiras, assinado pela jornalista Mariana Barros, da revista Veja, faz uma interessante comparação entre a corrida dos asiáticos para ostentar os edifícios mais altos do mundo e o fenômeno parecido que ocorre em Balneário Camboriú, que terá oito dos 10 prédios mais altos do país em breve (a maioria está em fase de construção ou ainda de projeto).

Mariana cita que, com mil metros de altura, o edifício Kingdom Tower, na Arábia Saudita, vai desbancar em 2019, quando for entregue, o famoso Burj Khalifa, em Abu Dhabi (atual recordista em altura). E aproveita para fazer a comparação com Balneário Camboriú. Afirma que, embora em menores proporções, a cidade é um “reduto dessa arquitetura megalomaníaca asiática”, com a diferença de ser especializada em prédios residenciais _ mundo afora, geralmente os prédios muito altos são empresariais.

O curioso é que a corrida pelas alturas não é admitida pela maioria das construtoras em Balneário. A FG, que detém seis dos oito projetos de prédios mais altos, sequer toca no assunto.

A escassez de terrenos disponíveis e nenhum limite legal para a altura das obras faz de Balneário um prato cheio para a ousadia dos engenheiros.

Se não impactam diretamente no volume populacional da cidade, já que os grandes prédios costumam ter poucos e luxuosos apartamentos, e raramente são ocupados, por outro lado têm consequência direta na mobilidade da cidade. Recentemente, a obra de um grande edifício na Barra Sul fez passarem por algumas das principais vias da cidade 500 caminhões de concreto, em horário comercial.

Em seu texto, Mariana Barros cita o sombreamento da Praia Central e restrição das correntes marítimas como consequências da altura das construções. Um preço alto a se pagar pela “megalomania”.

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Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

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