Amin concede entrevista ao Prisco.

Um dos mais importantes jornalistas políticos de Santa Catarina, meu amigo Cláudio Prisco Paraíso, entrevistou em seu blog o Deputado Esperidião Amin, como segue:

Entrevista Final de Semana

03 de maio de 20140

Amin vê como natural aliança com Colombo. Apontado pelas mais recentes pesquisas como o único nome capaz de perturbar a liderança de Raimundo Colombo, o deputado federal Esperidião Amin avalia que o caminho natural do seu partido, o PP, é seguir a parceria com o governador, mas a partir de agora ocupando uma vaga estratégica na chapa majoritária. O ex-governador entende que, pelo momento, o nome ideal para a composição seria o de Joares Ponticelli ao Senado. Amin evita baixar o nível contra o PMDB, mas afirma que o governo poderia estar melhor a esta altura não fossem as “imposições” do partido de Eduardo Pinho Moreira e Luiz Henrique da Silveira. O progressista lança fina ironia sobre o adversário histórico, lembrando que LHS afirmou, em março de 2013, que Dilma Rousseff venceria qualquer candidato com 1 milhão de votos em SC. Amin também explica que está muito difícil para seu partido manter a aliança com o PT, fala do Fórum Parlamentar Catarinense e, embora deixe claro que a possibilidade é remota, não descarta voltar a disputar o governo do Estado. Confira os principais trechos da entrevista:

Diego Redel.

O preferido

Esperidião Amin (D) discursando em recente visita do presidenciável Aécio Neves (C) ao Estado, na presença do senador Paulo Bauer (E), pré-candidato ao governo. Amin não esconde sua simpatia pela candidatura do senador mineiro.

Caminho do PP

Em tese, significa continuar a parceria com o governador, que tem o direito e a responsabilidade de “escalar” o melhor time possível. É bom não esquecer que em 2010, a prévia serviu para “imobilizar” a oposição interna (prefeito Dário Berger), mas não valeu para a decisão final. Portanto, acreditar piamente nessa prévia exige perda de memória.

Veto do PMDB

Aí entra o “mandonismo”. Proibir que o governador convide este ou aquele partido é uma exorbitância, ou, quem sabe, é preparação de pretexto para mudança de posições. Se o convite for feito ao PP, caberá ao nosso partido dizer sim ou não; sem vetos pretensiosos e sem mandonismo.

Pesquisas

É claro que é um incentivo. Já declarei e repito: não tenho projeto para ser candidato a governador. Desejo que meu partido, honrando sua história, lance nomes novos que aceitem desafios e riscos em nome de missões.

Candidatura a governador

Felizmente, todos sabemos que a frase “desta água não beberei” é fluida, muitas vezes, volátil… Ninguém, em condições, pode/deve se furtar a desafios.

Divisões no PP

O PP não tem divisões internas. Tem, sim, “palpites” diferentes sobre quais serão as alternativas que se apresentarão. Se houvesse a deliberação para indicar nome de um progressista no sentido de compor chapa com o PSD e PMDB, acho que o Joares não teria concorrente. A questão é que este cenário não é certo nem definitivo, a meu ver, como já disse a todos, inclusive ao próprio governador. E essa incerteza não decorre de invenções; decorre de percepção.

Joares ao Senado

Como disse, nessa hipótese, que é desejo verdadeiro do governador, acho que o Joares não teria concorrente. E teve o mérito de acreditar nisso, pavimentando o caminho.

Joares impede Amin

Não, mas preferiria vê-lo postulando candidatura ao governo, que é o que o PP de SC quer.

LHS com o PSDB

O senador Luiz Henrique previu, em março de 2013, que a “presidente Dilma ganhará a eleição em nosso Estado por um milhão de votos contra qualquer candidato”. Certamente, honrará esse projeto e se empenhará para alcançar esse objetivo.

Avaliação do governo de SC

Poderia ser melhor se não sofresse as imposições do PMDB.

Prioridades da gestão

A avaliação das pesquisas é boa em alguns setores e ruim em outros. Nossa capacidade de investimento depende, hoje, quase exclusivamente de empréstimos. Em 2015, pelas previsões, o cenário vai ser mais difícil ainda. SC, nos anos de 2011 a 2014, se endividou, em termos absolutos, mais do que os vizinhos (PR e RS).

Fórum Parlamentar

Mesmo sendo um ano eleitoral, confio que manteremos o bom nível de atuação. A inovação possível será a coordenação temática. Por exemplo: os deputados Jorginho Mello, Mauro Mariani e Edinho Bez (ex-secretários da área) poderão contribuir, com sua experiência e/ou afinidades, com a avaliação de nossos problemas de infraestrutura a ser feita nos próximos dias. O deputado Benedet já escalou um tópico importante: o direito de SC a ter mais um deputado federal. Avalio que isto dará maior objetividade ao nosso trabalho.

Esperidião, Ângela e João 2014

Acho que vale repetir: “um é pouco, dois é bom, três é demais”.

PP e PT

Repito: isto está ficando impossível. Pelo Brasil afora, onde o PP tem candidato ao governo, como regra, o PT é adversário. Exemplo: Rio Grande do Sul, onde a senadora Ana Amélia Lemos enfrentará o governador Tarso Genro. Sem reciprocidade e efetiva participação na formulação de políticas públicas, a adesão vira adesismo, geralmente decorrente de “malfeitos”… Isto vale para os planos estadual e nacional. 

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Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

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