Esperidião Amin responde.

Como nem o presidente em exercício Pizollati e nem o presidente licenciado Joares Ponticelli, se manifestaram sobre as declarações do senador LHS, vetando a participação do PP em uma composição com o PSD, o senador Amin, falou ao jornalista Moacir Pereira, em entrevista publicada no blog do Clicrbs. Confira:

Moacir Pereira — Como o senhor reagiu ao veto do senador Luiz Henrique ao PP na chapa do governador Raimundo Colombo?
Esperidião Amin — Não posso falar pelo meu partido, que tem sido muito discreto na reação a estas atitudes. Pessoalmente, não me surpreende que, tanto o senador Luiz Henrique quando lideranças do PMDB, tem tornado explícito o mandonismo e o fígado, que são duas poderosas inspirações deste veto. O mandonismo é a explicitação de que mandam no governador e, agindo com o fígado, demonstram que razão, construção, projeto e preocupação de resultados para a sociedade não existem na cabeça e na ação dessas pessoas.

Moacir — O governador Raimundo Colombo afirmou alguma vez ao senhor que o PP indicaria o candidato ao Senado?
Amin — Não! O governador tem dito claramente mais do que isso: que ele deseja o PMDB e o PP. É o que tem enfatizado. A dúvida que existe é saber na hora em que tiver de fazer a escolha com qual dos dois ele ficará. Ele tem manifestado o desejo de ter os dois na chapa. E creio que é um desejo sincero. Este tipo de veto está mostrando que o desejo do governador está difícil de ser concretizado. Vê-se agora que a concretização está ficando cada vez mais difícil.

Moacir — Um dos dois partidos será descartado?
Amin — É o que está na declaração do presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, quando disse que num determinado momento o governador vai ter que escolher entre os dois. Eu acho que isto está se transformando numa realidade.

Moacir — O senhor consegue prever para onde caminha o PP em Santa Catarina?
Amin — Em primeiro lugar, acho que o governador do Estado vai ter que demonstrar claramente a sua capacidade de comandar o processo eleitoral, a sua campanha. Impossível que num sistema presidencialista alguém deixe de exercer a responsabilidade da decisão. Eu faço votos, sinceramente, até pela afeição pessoal ao governador, que ele consiga firmar o seu caminho, que faça as suas escolhas. A pior escolha para uma pessoa que chega ao sucesso e que tem a responsabilidade de governar Santa Catarina é não tomar decisões. Ele vai ter que tomar. Não forçado por mim ou por meu partido. Mas pressionado por aqueles que estão demonstrando que acreditam que mandam nele. Isto é muito ruim para o Estado: ter um governador que passe a sensação de que alguém manda nele. Isto é muito ruim!

Moacir — O senhor admite um palanque com o PP, o PMDB e o governador?
Amin — Eu tenho dito que o governador tem o direito de escolher os seus parceiros. E cabe aos parceiros participar ou não. É o caso do Partido Progressista. Nós vamos decidir em convenção o nosso futuro, desde que seja formalizado o convite. Na reunião de segunda-feira com o PP, o governador deixou de explicitar o convite diante das ameaças que estes que julgam que mandam nele tem feito. Não podemos convocar uma convenção para decidir sobre um convite que não foi feito. Neste momento estamos numa situação tão vestibular como estávamos em outubro do ano passado.

Moacir — O PP vai com Colombo, de chapa própria ou aliado do PSDB?
Amin — A única coisa que posso explicitar é que a grande maioria do nosso partido se inclina pela candidatura do senador Aécio Neves para Presidência da República. Esta tendência reúne uma grande maioria. É um sentimento importante onde vamos construir nosso projeto político. Não temos desunião no nosso partido. Temos é palpites diferentes. São palpites decorrentes dessa sensação de insegurança que o mandonismo dos líderes do PMDB faz passar em todos nós. Quero destacar que só abri a boca depois da prévia do PMDB, dia 27 de abril, para devolver aos malfeitores que estavam muito assanhados, especialmente alguns do PMDB que fizeram muito mal a Santa Catarina, para devolver parte dos insultos que eles endereçaram ao meu partido. Portanto, não estamos desunidos. Estou apenas defendendo o patrimônio de um partido que ajudei a construir em Santa Catarina e que esta gente quer enxovalhar com vetos e com xingações.

Moacir — O senhor é candidato à reeleição, a governador ou a senador?
Amin — Eu sou candidato a deputado federal.

Moacir — A ex-prefeita Angela Amin pode disputar uma majoritária?
Amin — Poder, pode, mas não posso responder por ela. O PP está nesta dependência esperando por uma decisão.

Publicado em Política por admin. Marque Link Permanente.

Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.