Recado para a imprensa monopólica.

O ano de 2014 se abre como um desafio do tamanho do mundo para a imprensa brasileira. Os veículos que se renderam ao comodismo de atuar como panfletos contra os inimigos dos amigos vão ver sua credibilidade minguar ainda mais. Os que insistirem em recusar o pluralismo e em contrabandear opinião (e preconceitos) sob o disfarce de informação objetiva perderão terreno e perderão lugar – e isso não no futuro longínquo, mas no ano que vem. Os que acreditam que ainda podem adotar dois pesos e duas medidas sem que ninguém perceba ficarão falando sozinhos. Hoje as pessoas do público sabem tanto quanto o jornalista. Estão vendo tudo. Os reizinhos da imprensa estão nus, ridiculamente nus. A cada dia mais, o que separa o jornalista profissional do cidadão genérico não é mais a quantidade de informação que o primeiro guarda sem que o segundo saiba. O que distingue o jornalista, atualmente, é a capacidade, –  e o dever – de lançar perguntas a partir de um ponto de vista independente, que nao se deixa inibir pela agenda posta pelos partidos. O público vai rechaçar, cada vez mais, os renitentes que procuram, por meio de subterfúgios e campanhas difamatórias, direcionar indevidamente a formaçao da opiniao pública, para entregar vantagens impróprias aos amigos.                                                  O desafio está posto. Está aí na cara de todos nós. Haverá quem finja que ele nao existe. Esperemos que alguns, pelo menos alguns, tenham a lucidez de enfrentá-lo com boa fé e desprendimento.                                                                                                   Eugênio Bucci. (Jornalista e professor da ECA-USP).

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Sobre admin

Paulo Marques é formado em Administração de Empresas pela FAE/PR e em Direito pela UNIPLAC. No jornalismo, atua desde os anos 90, com passagens pelas rádios Clube, UDESC FM e 101 FM. Na televisão, passou pelas tvs SCC, Tele Câmara, TV Univest e Nova Era TV. Escreveu para vários jornais de Lages e de Curitiba/PR.

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